Criar uma arquitetura de backup é uma tarefa complexa devido a diversidade dos elementos que a compõe. O objetivo principal é realizar backup dos sistemas e dados armazenados, mantendo-os sempre disponíveis, caso necessário.
Para atingirmos este objetivo fundamental, diversos vetores técnicos e organizacionais devem ser considerados e, como não poderia deixar de ser, temos uma questão de concorrência por disponibilidade de recursos.
Para que possamos tomar decisões com assertividade e coerência, precisamos que todos os fatores envolvidos no backup, sejam entendidos e levados em consideração. Vamos abordar alguns desses vetores.
Recursos de infra-estrutura
A infra-estrutura de backup é composta por diversos componentes como as mídias, o servidor de backup, a rede de dados, o storage de Backup e inclusive o hardware dos clientes que efetuam backup. Podemos analisar estes recursos sob 3 pontos de vista: arquitetura, dimensionamento e utilização.
Falando sobre arquitetura, concluímos que os recursos devem ser combinados ou integrados de maneira que possibilitem a utilização de sua máxima capacidade bem como ofereçam flexibilidade de utilização.
A infra-estrutura do backup corporativo deve ser criada para ser totalmente adaptativa, possibilitando se conformar as mais diferentes realidades bem como se reconfigurar continuamente às necessidades dos servidores, volumes e tecnologias. Por isto é importante a elaboração, de fato, de uma arquitetura de backup e não somente o dimensionamento e aquisição de equipamentos.
A diferença básica entre as duas abordagens (arquitetura e dimensionamento) é que quando olhamos o problema sob o ponto de vista de arquitetura, nós focamos em como vamos estruturar a solução para atender a demanda atual e como que os recursos que dimensionamos poderão se adaptar a condições não planejadas.
Sob o ponto de vista de dimensionamento, também existe previamente alguma avaliação de arquitetura, mas obrigatoriamente quem tem foco em dimensionamento, não se compromete que, além destes recursos serem configurados de modo a oferecer a capacidade de vazão necessária para que os volumes de backups sejam backupeados dentro das janelas definidas, estes mesmos recursos sejam re-utilizados e continuamente adaptados e integrados com novos recursos que se fizerem necessários.
De qualquer forma, quando estamos lidando com backup corporativo, além de ser necessária a elaboração de um projeto de arquitetura, também é imprescindível o correto dimensionamento dos recursos.
Uma variável complexa e importante é a vazão de dados que será necessária, porque ela resume, através de uma proporção, duas outras variáveis que são, o volume a ser backupeado e a janela de tempo para isto ser feito.
O último fator é a utilização e nesse caso estamos lidando com a vazão de dados que resume na forma de resultado o que foi planejado, mas, não se pode ter uma infra-estrutura de backup sem contínua medição da sua utilização.
Fonte: Linhadecodigo
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