“Não há transformação se não mudarmos a cultura”, diz presidente da Microsoft no Brasil

No começo dos anos 2000, a Microsoft era considerada a empresa mais valiosa do mundo. A companhia tinha valor de mercado próximo de US$ 600 bilhões e era a principal referência em inovação tecnológica. Catorze anos depois, quando o então presidente Steve Ballmer passou o bastão para o indiano Satya Nadella, a empresa valia US$ 270 bilhões

A Microsoft mudou totalmente de rumo. A antiga meta de que todas as pessoas do mundo tivessem um computador com Windows e Office em suas mesas deu lugar a três ambições: reinventar a produtividade, construir uma nuvem inteligente e criar uma computação mais pessoal

Para realizar essa transformação, a Microsoft está mudando algo que está na base de qualquer companhia: a cultura (ou, em outras palavras, a forma como a empresa funciona e como se relaciona com os consumidores). A regra na Microsoft agora é “colocar o cliente no centro de todas as decisões”. Pode parecer clichê corporativo (e é), mas essa prática nunca foi verdade na companhia. Primeiro, porque a empresa, durante muitos anos, reinou absoluta num mercado de softwares sem grandes competidores. Não era preciso, portanto, bajular os clientes. Segundo, porque a forma como o mercado corporativo usava softwares não exigia muita proximidade – o cliente comprava uma versão do Windows para instalar no desktop e, anos depois, pensava em atualizá-la.

Hoje, a Microsoft é uma empresa de serviços, e não de produto. Com as ferramentas em nuvem, como o Azure, o contato com o cliente corporativo, por exemplo, passou a ser frequente.

Quanto ao mercado brasileiro, a Microsoft Brasil é uma das principais subsidiárias da empresa no mundo. Estamos aqui há 27 anos. Temos um compromisso com o desenvolvimento do país e realizamos vários investimentos para gerar inovação, como nosso Centro de Tecnologia em São Paulo, os datacenters (para Azure, CRM e Office 365), o laboratório de tecnologia avançada, o centro de desenvolvimento do Bing e a pós-aceleradora de startups Acelera Partners. Nosso compromisso com o desenvolvimento do Brasil está focado no apoio à jornada empreendedora, englobando educação e o estímulo ao empreendedorismo, porque acreditamos que ambos são os alicerces fundamentais para a competitividade do país. Já implementamos um conjunto de programas e iniciativas que apoiam toda a jornada empreendedora, desde o apoio à capacitação de jovens em tecnologia ao estímulo para o desenvolvimento de startups.